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Linha com três traços:*** Para este tipo de linha digite sem as aspas “***” e pressione ENTER.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

ANTONIO PORFÍRIO

DESCRIÇÃO CONCEITUAL DE BIBLIOTECAS: ELETRÔNICA, DIGITAL E VIRTUAL,
CATÁLOGOS ON-LINE E REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS

MACEIÓ/2011

Trabalho acadêmico para obtenção de nota referente à 2ª avaliação da disciplina Informática Aplicada à Biblioteconomia 2, ofertada no 3º período e ministrada pelo Prof. Me. Ronaldo Ferreira de Araújo.

1 INTRODUÇÃO

O desenvolvimento das bibliotecas no decorrer do tempo segue um padrão onde cada etapa de evolução tem suas características singulares e visível dependência da tecnologia da época.

Os serviços informacionais sofreram redefinições em nível mundial, através das tecnologias da informação e da internet.

Essa realidade chegou às bibliotecas que viram a vantagem de oferecer seus serviços e produtos na web, como por exemplo, disponibilizar serviços on-line, incluindo o acesso remoto aos seus catálogos.

A adaptação das bibliotecas às novas tecnologias pôde ser mais bem vista nos últimos anos. As mudanças advindas com a sociedade da informação provocaram substanciais alterações nos hábitos de tratamento do conhecimento. Essa situação reflete-se também no gerenciamento de acervos bibliográficos, de produtos e serviços informacionais.

Atualmente a utilização de tecnologias da informação nos mais variados segmentos de produção e serviços é uma condição imprescindível. Destarte, a biblioteca está inserida neste processo de evolução informacional.

2 BIBLIOTECA ELETRÔNICA

2.1 Definição

A biblioteca eletrônica é o termo que se refere ao sistema no qual os processos básicos da biblioteca são de natureza eletrônica, o que implica ampla utilização de computadores e de suas facilidades na construção de índices on-line, busca de textos completos e na recuperação e armazenagem de registros. A biblioteca eletrônica se direcionará para ampliar o uso de computadores na armazenagem, recuperação e disponibilidade de informação, podendo envolver-se em projetos para a digitalização de livros. Haverá um uso extensivo de meios eletrônicos que ainda coexistirão com as publicações eletrônicas e será possível remeter-se ao bibliotecário e aos “sistemas especialistas”.

2.2 Exemplo

A Scientific Electronic Library Online – SciELO é uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros. A SciELO é o resultado de um projeto de pesquisa da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em parceria com a BIREME – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A partir de 2002, o Projeto conta com o apoio do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico. O Projeto tem por objetivo o desenvolvimento de uma metodologia comum para a preparação, armazenamento, disseminação e avaliação da produção científica em formato eletrônico.

2.3 Link
http://www.scielo.br/?lng=pt

3 BIBLIOTECA DIGITAL

3.1 Definição

A biblioteca digital difere das demais, porque a informação que ela contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenagem, como as memórias eletrônicas (discos magnéticos e óticos). Desta forma, a biblioteca digital não contém livros na forma convencional e a informação pode ser acessada, em locais específicos e remotamente, por meio de redes de computadores.

A grande vantagem da informação digitalizada é que ela pode ser compartilhada instantânea e facilmente, com um custo relativamente baixo.

Segundo Dagobert Soergel (1999), em um texto intitulado Digital Libraries and Knowledge Organization, o termo Digital Library (DL) é usado para se referir a uma gama de sistemas, de repositórios de objetos digitais e metadados, sistemas referenciais compostos de links, arquivos e sistemas de gestão de conteúdos a sistemas complexos que integram serviços avançados de biblioteca digital.

3.2 Exemplo

A World Digital Library (WDL), em português Biblioteca Digital Mundial é uma biblioteca digital projetada pela biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América e pela UNESCO em parceria com mais 31 outras instituições de vários países.
O objetivo é dispor em meio eletrônico pela internet conteúdo das mais variadas mídias, inicialmente nos idiomas árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo. Foi inaugurada em 21 de abril de 2009, contando com um acervo de 1.208
itens.

3.3 Link
http://www.wdl.org/

4 BIBLIOTECA VIRTUAL

4.1 DefiniçãoA biblioteca virtual é conceitualizada como um tipo de biblioteca que, para existir, depende da tecnologia da realidade virtual. Neste caso, um software próprio acoplado a um computador sofisticado reproduz o ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões, criando um ambiente de total imersão e interação. É então possível, ao entrar em uma biblioteca virtual, circular entre as salas, selecionar um livro nas estantes, “tocá-lo”, abri-lo e lê-lo.

Este tipo de biblioteca não é o mesmo que uma biblioteca de realidade virtual, porque o conceito de “biblioteca virtual” está relacionado com o conceito de acesso, por meio de redes, a recursos de informação disponíveis em sistemas de base computadorizada, normalmente remotos.

A essência da biblioteca de realidade virtual apresenta uma aplicação de programas de computador para simular estruturas físicas de bibliotecas, ordenando os recursos de informação que ela contém: andares, salas e estantes. Os dados bibliográficos podem ser acessados via uma interface, que aparece na tela como uma sala com estantes, na qual um usuário pode navegar e controlar utilizando um aparelho especial, como um mouse de três dimensões, por exemplo.

4.2 Exemplo

Library of Congress – National Digital Library Instituição: Governo dos Estados Unidos da América Serviços e Produtos: disponibiliza documentos do seu acervo que não estão sujeitos à lei de direitos autorais – coleções de informações – hypertextos – index de recuperação de texto, imagem e som.

4.3 Link
http://lcweb.loc.gov/

5 CATÁLOGOS ON-LINE

5.1 Definição

O catálogo é um elemento de acesso e gerenciamento bibliográfico disponível em uma biblioteca ou grupos de bibliotecas, essencial à busca e recuperação da informação, através de seus pontos de acesso. No passado a definição de catálogo apenas associava aos livros de uma biblioteca. Na atualidade, a definição de catálogo parou de estar ligada exclusivamente ao livro e ser compreendido também como um meio de comunicação. Mey (1995, p. 9 apud PAIVA, 2011, p. 3) conceitua catálogo como:

[...] um canal de comunicação estruturado, que
veicula mensagens contidas nos itens, e sobre os
itens, de um ou vários acervos, apresentando-se
sob forma codificada e organizada, agrupadas por
semelhanças, aos usuários desse(s) acervo(s).

A área que estuda os catálogos é entendida como catalogação e Mey (1995, p. 5 apud PAIVA, 2011, p. 3) a define como: “[...] estudo, preparação e organização de mensagens codificadas, com base em itens existentes ou passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de forma a permitir interseção entre as mensagens contidas nos itens e as mensagens internas dos usuários.”. Segundo Costa e Aguiar (2010, p. 3 apud PAIVA, 2011, p. 3) a catalogação:

[...] não é simplesmente uma técnica de elaboração
de catálogos ou de listagem de itens como
muitos consideravam, mas sim uma técnica de representação
de um item através de suas características
e do conhecimento do usuário. Por meio
da catalogação é possível a reunião de diversos
itens pelas suas semelhanças.

De forma resumida o catálogo deve ser o instrumento que levará ao usuário informações elaboradas pela catalogação sobre os acervos selecionados, de modo claro, possibilitando assim a diminuição de tempo em uma pesquisa.

5.2 Evolução

Os catálogos existem desde o surgimento das bibliotecas, fato datado aproximadamente por volta de 600 a.C. na biblioteca de Assurbanipal. Os catálogos até o século XIX eram vistos somente como listas de itens existentes em bibliotecas.

Depois da explosão de publicação, proporcionada pela imprensa de Gutenberg, em 1839 na Inglaterra o bibliotecário Anthony Panizzi em um trabalho com colaboradores, desenvolveu noventa e uma regras de catalogação (Batalha das Regras).

Em 1876 uma importante instituição para a Biblioteconomia foi fundada a American Library Association (ALA) criada com a principal meta de desenvolver um código de catalogação. No ano de 1908 se publica a primeira edição do código da ALA intitulada Catalog Rules: author and title entries, contando com a participação de Charles Ammi Cutter.

A Library of Congress (LC), cria em 1901 fichas catalográficas que são a partir de então também comercializadas. Com este fato surgem os padrões no processo de catalogação. Em diversos locais, normas de padronização para a catalogação são criadas, Mey (1995, p. 23 apud PAIVA, 2011, p. 5) confirma esse fato ao dizer que:

“Simultaneamente, publica-se, na Alemanha, a
segunda edição das Instruções prussianas, que
alcançaram grande aceitação na Europa, enquanto
o código da ALA era bem-recebido nos Estados
Unidos e outros países. Buscou-se, então, uma
compatibilidade entre ambos. Mas a tão desejada
padronização internacional só chegaria muito mais
tarde.”

5.3 OPACs

Denominados de OPACs – em inglês On-line Public Access Catalogs, ou, em português catálogos on-line de acesso público – ou ainda catálogo em linha, são catálogos automatizados vistos como instrumentos que realizam pesquisas bibliográficas através de materiais ligados a sistemas computacionais e surgem com o propósito de facilitar a recuperação da informação de um modo mais rápido e eficiente pelos usuários.

Com a automatização dos catálogos, novos mecanismos de busca surgiram, a exemplo dos operadores booleanos para restringir e facilitar as pesquisas dos usuários. Esses comunicam ao catálogo como mesclar as palavras de uma pesquisa. São eles: AND, OR e NOT e significam, respectivamente, E, OU e NÃO. Para Oliveira (2008, p.3 apud PAIVA, 2011, p. 8):

Os catálogos on-line tornam possível a utilização
de vários dos recursos, ocorrendo grande dinami-
cidade no uso dos sistemas e no acesso às informações,
possibilitando o acesso de um item no
mesmo momento por uma infinidade de usuários.
Funcionam como parte da biblioteca da realidade
virtual e apresentam-se com estruturas de bibliotecas
físicas.

A primeira geração dos OPACs possibilitava a recuperação da informação apenas pelos pontos de acesso: título, número de classificação, assunto e palavra-chave.
A segunda geração apresentou melhoria quanto às limitações da primeira. A terceira geração é caracterizada por melhor usabilidade no que tange a interface, valendo-se até, do uso de palavras em linguagem natural.

5.4 Exemplo

Catálogo Público de Bibliotecas Brasileiras – Brazilian Online Public Access Catalog.

5.5 Link
http://www.elysio.com.br/site/phlnet_index.html

6 REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS

6.1 Definição

Os conceitos de bases de dados e repositórios digitais se assemelham bastante. Ambos servem para armazenar documentos. A diferença é que os repositórios digitais, em sua maioria, armazenam o documento integral. Do ponto de vista técnico de informática, ambos os mecanismos guardam o mesmo conceito e são constituídos de um conjunto de arquivos estruturados com o propósito de registrar e disseminar uma documentação. Seja ela científica ou de qualquer outro teor.

Em algum momento, as bases de dados eram predominantemente referenciais, ou seja, não armazenavam o inteiro teor dos documentos, apenas o que chamamos hoje de metadados, na época, os campos que descreviam um determinado documento.

Repositórios digitais de informação são sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso produção intelectual de comunidades Científicas. Estes são multidisciplinares estão sempre on-line e em formato digital.

Os repositórios digitais são tipados em institucionais, temáticos, centrais ou departamentais.

6.2 Exemplo

UL é o repositório institucional da Universidade de Lisboa. Os objetivos do repositório são: Promover o acesso livre e contribuir para aumentar o impacto da investigação desenvolvida na universidade de Lisboa; incrementar a visibilidade e a acessibilidade da produção científica e facilitar a gestão da informação sobre a sua produção científica; contribuir para aumentar a visibilidade da UL e dos que nela trabalham, servindo como indicador tangível da sua qualidade e da relevância científica, económica e social das suas atividades de investigação e ensino, por fim,
preservar a memória intelectual da UL.

6.3 Link
http://repositorio.ul.pt/

7 REFERÊNCIAS

COSTA, Isabel Cristina Pereira da; AGUIAR, Terezinha Pereira. A funcionalidade da
catalogação: do livro aos recursos educacionais digitais. In: ENCONTRO NACIONAL
DOS ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO, 33., 2010, João Pessoa. Anais… Disponível em:
<http://dci.ccsa.ufbb.br/enebd/índex.php/enebd/article/view/4>. Acesso em: 22 nov.
2011.
GUEDES, J.B. Catálogos online: disponibilização das bibliotecas universitárias brasileiras.
In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS…, Rio de. Janeiro: 2002.
OHIRA, Maria de Lourdes B., PRADO, Noêmia S. Bibliotecas virtuais e digitais: análise
dos artigos de periódicos brasileiros (1995/2000) Ciência da Informação, Brasília,
v.31, n.1, p.61-74, jan./abr. 2002
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. IBICT. 2009. Brasília.
PAIVA, Rodrigo Oliveira de. ON-LINE PUBLIC ACCESS CATALOGS: um estudo
dos catálogos on-line. UFPA, 2011.

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UNIVERSIDADE FEDERAL  DE ALAGOAS
INSTITUTO DE  CIÊNCIAS HUMANAS,  COMUNICAÇÃO E ARTES
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA

ANTONIO PORFÍRIO / MALBA DO NASCIMENTO SILVA

LEITURA NA ESCOLA: PROBLEMAS E TENTATIVAS DE SOLUÇÃO

MACEIÓ/2011

O trabalho  corresponde ao  capítulo intitulado Leitura na  escola: problemas e tentativas de solução do livro Leitura na escola / Silva, Ezequiel Theodoro. São Paulo:  Global, 2008.  Atividade apresentada  em seminário  (11/11/2011) para  a disciplina  Leitura e Biblioteca,  ofertada  no 3º  período  e ministrada  pela docente Profa. Me. Clarice Vanderlei Ferraz.

§  INTRODUÇÃO

A obra  foca as  circunstâncias atuais  de como  acontece o relacionamento entre leitores  e livros  nas escolas.  Explora a  perspectiva de  produzir condições favoráveis a formação de sujeitos leitores no âmbito escolar.

Analisa as políticas de leitura para educação básica tornando-a essencial,  para a compreensão da intencionalidade e a efetividade política destas na escola.

Aborda o mecanismo de implementação e organização das bibliotecas escolares,  os programas de fomento à biblioteca, ao livro e à leitura nos espaços escolares.

Por fim, o autor expõe ideias acerca da prática de leitura no contexto escolar e afirma haver grandes possibilidades de implantação e reprodução dessas ideias.

§  ADMIRÁVEL MUNDO NOVO x PRÁTICAS DE LEITURAS

O autor metaforicamente relaciona a  obra Admirável mundo novo de  Aldous Huxley (2005) e as práticas escolares em  torno do hábito de leitura na  escola pública brasileira.   Essa  obra ficcionária  apresenta  uma sociedade  utópica,  onde a criação e a educação dos cidadãos é gerida pelo Estado (Diretor de  Incubação  e  Condicionamento).

As crianças de casta elite (alfas,  de função intelectual e prestigio social)  e de casta não  elite (deltas, de  função braçal e  árdua lide), desde  bebês eram postas  a  engatinhar  em  ambientes agradáveis  e  floridos  repleto  de livros atraentes com capas coloridas e ilustrados.

As crianças alfas quando  tocavam nos livros ou  nas flores, um som  agradável e melodioso os envolvia criando  um ambiente agradável e  aprazível proporcionando um relacionamento afetivo entre o propenso leitor e o livro.

Já as deltas quando  os tocavam, um som  ruidoso era ouvido e  um maldoso choque elétrico  os  repelia  das  flores  e  dos  livros,  assim  associando  o  ato a desconforto e sofrimento.

Estas duas “classes” de crianças tiveram experiências diferentes de contato  com a  leitura,  aprenderam  o  sentimento “conjugal”  frente  ao  livro  conforme o interesse de projeto daquela sociedade (tipo da casta).

A exemplo  dessa metáfora,  certas práticas  escolares de  leitura oportunizam o interesse  e  aproximação, enquanto  que  outras, o  distanciamento  de sujeitos leitores dos livros.

§  SUJEITOS LEITORES x LIVROS

É  primordial  refletir  sobre  “como”  e “em  função  de  que”  é  articulado o relacionamento entre a leitura e os sujeitos leitores quando da sua aprendizagem escolar (escolarização).

Cotidianamente  nas  escolas,  a  relação entre  os  estudantes  e  a leitura  – aproximando-os  ou afastando-os  dos livros  – é  construída e  oferecida pelos professores  e  proporcionadas  pelas  escolas,  seja  através  de  práticas   e experiências de  leitura; pela  ausência delas,  ou, pelo  ínfimo interesse  dos professores com os livros e as leituras.

Como  se pode  incutir nas  pessoas (alunos,  professores, pais,  etc.) o  valor imensurável  intrínseco do  ato de  ler e  que é  imprescindível ser  cultivado, explorado e disseminado, se temos como cenário:

>  As Bibliotecas escolares fechadas e os livros às traças;
>  O temor das escolas em circular (empréstimo) os livros às pessoas;

§  DESENVOLVIMENTO x ENVOLVIMENTO

As políticas educacionais e o sistema  público de ensino, ao elegerem a  meta do “desenvolvimento” de  leitores hábeis,  competentes e  críticos, pouco contempla sólida  e maciçamente  o “envolvimento”  dos estudantes  com os  livros, com  a biblioteca, com a leitura.

De acordo com o autor, nesta obra, designa-se e devemos entender:

> “desenvolvimento”  –  é  relacionado  com  o  saber  que  direciona  para um afastamento (distanciamento)  racional, daquilo  cujo significativo  se pretende conhecer;
>  “envolvimento” – é movimento de aproximação, de contato afetivo com o  saber, de  uma  experiência  estética,  emocional,  sensível,  cujo  sentido  almeja  o estreitamento, possível  quando da  vivência numa  relação mútua  com os objetos culturais, inclusive, os livros e textos.

A escola não é apenas lugar de “desenvolvimento” da aprendizagem intelectual.  É também espaço de convívio  social e cultural, onde  é construído e partilhado  o conhecimento  coletivo,  pela interação  entre  os sujeitos  e  as manifestações culturais.

O “envolvimento” de diferentes sujeitos e diversos aspectos da cultura constitui pedra  fundamental  ao  “desenvolvimento”  humano  na  perspectiva  da  formação escolar. A partir  desse “envolvimento”, se  torna possível que  a relação entre professor e aluno cresça e “desenvolva”.

Em  torno   da  leitura,   faz-se  necessário   inicialmente,  um   processo  de “envolvimento”  entres os  estudantes (leitores  em formação)  e os  textos, os livros, as  coisas a  serem lidas,  e que  a posteriori,  haja um relacionamento significativo – e cada vez mais consciente de sua complexidade – entre eles.

Esclarecemos a oposição retórica entre “desenvolvimento” e “envolvimento”,  aqui postos,  em relação  à leitura  na escola,  pois talvez  haja a  gênese de  uma hipótese que explique  o porquê de  findo o período  escolar, quase de  contatos diários com autores, obras e textos:

>  Milhares de  estudantes das escolas  públicas declararem ódio  e repulsa pela leitura;
>  Justifique o show de livros e cadernos rasgados nos corredores das escolas, à cada ano letivo;
>  O fato de ascender ao  ensino fundamental (e completá-lo) sem antes  ter sido alfabetizado na educação básica.

Observados atentamente o desequilíbrio entre o “desenvolvimento” das habilidades e competências de leitura entre os escolares e o “envolvimento” dos alunos com a leitura  e com  o “mundo”  dos livros,  é notório  que a  instituição escolar  é corresponsável no processo de formação de leitores e na formação de práticas  de letramento.

É  imprescindível haver  aula de  leitura, cujo  propósito seja  o contato  e a aproximação dos livros e os textos com os leitores. Outra entidade fundamental à relação entre leitores e leituras na escola é a biblioteca escolar (be), cuja, é um dos espaços mais importantes à iniciação de leitores.

§  ESCOLA x BIBLIOTECA x LEITOR

Mesmo com a sinalização positiva do governo através de programas nacionais  como o PNLD (P.N. Livro Didático), o  PNBE (P.N. Bioblioteca Escolar) e o  PNLL (P.N. Livro e Leitura),  com vistas à  implantação e ampliação  do acervo das  be´s, o modus  operandi  é  ineficaz.  Mas  o  problema  nas  bibliotecas  públicas (bp) transcendem a esfera  do poder público,  pois são oriundos  de fatores culturais historicamente enraizados em nossa sociedade.

As  bibliotecas em  geral são  consideradas como  “templo do  saber”, com  seus espaços desagradáveis aos leitores  iniciantes. São estigmatizadas como  lugares de silêncio, de ordem, destinadas ao “sábio”, ao “erudito”, ao “pesquisado”,  ao “escritor”. Com as  be´s, além disso,  acresça-se o seu  ínfimo acervo e  espaço inadequado,  e, não  raro, a  ausência de  bibliotecário ou  alguém preparado  à função. Nesse prisma, muitas be´s não cumprem sua função (circulação de livros), sendo subutilizadas por uma pretensa preservação do acervo (depósito de livros).

§  CONSIDERAÇÃO FINAL

Diante  da  exposição  frente  ao  papel  da  biblioteca  como  construtora   do relacionamento  entre  leitores  e  livros, e  a  cogitação  que  em seu  modelo tradicional –  com sua  operação e  ambiente formal,  conservador, opressivo – o autor tece algumas indagações:

> Como  pode  a  biblioteca,  em  vez  de  aproximar  os  livros  dos leitores iniciantes, afugentá-los em benefício de uma suposta preservação do seu  acervo? Ou melhor, como elas podem funcionar como “espantalhos” de leitores?

> Que tipo de  relação entre leitores e  livros é possível ser  construída numa biblioteca que não nos permite ser os leitores que somos?

> Que  experiência  pode  nos   proporcionar  a  presença  carracunda  de   um bibliotecário mal-humorado, que se preocupa  apenas em monitorar o trânsito  dos leitores para preservar os livros de suas mãos curiosas?

Enquanto  os  governos  insistem  em políticas  de  distribuição  de  livros, as bibliotecas escolares continuam com esses impasses e cada vez mais abarrotadas e sem o devido  empenho com as  condições favoráveis e  corretas de acesso  ao seu acervo, tornando-as inócuas aos seus leitores.

Por  sua  função  mediadora,  os  professores  são  elementos  determinantes  no relacionamento entre os  sujeitos e a  cultura na escola.  Mas, para que  ocorra essa   aproximação  duradoura   (“envolvimento”)  é   fundamental  promover   as circunstâncias favoráveis à constituição de professores-leitores e a formação de alunos-leitores.

As escolas, as bibliotecas escolares e sobretudo os professores precisam inferir as condições mínimas, seja pela aproximação, pelo convívio, pelo  “envolvimento” para haja a promoção  do gosto pela leitura  e pela formação de  leitores, e que isto seja feito de modo espontâneo.

A leitura  é um  fenômeno humano,  e assim  assumindo nossa  própria humanidade, possamos criar  condições para  que a  construção das  relações entre leitores e livros se dê para um “gostar de ler”.

Os   indivíduos   que   convivem   e   são   responsáveis   pela   formação   da criança/adolescente – pais, professores e demais – são elementos influenciadores na construção de sujeitos leitores ou não-leitores.

A biblioteca não é nem deve  ser almoxarifado ou depósito, nem mesmo  de livros. (Antonio & Malba, 2011).

§  REFERÊNCIA

KLEBIS, Carlos Eduardo de Oliveira. Literatura na escola: problemas e tentativas de solução  In SILVA,  Ezequiel Theodoro  (org). Leitura  na Escola.  São Paulo: Global: 2008. Coleção: Leitura e Formação.

Carlos  Eduardo  de Oliveira  Klebis,  é doutor  em  Educação pela  Universidade Estadual de Campinas (2008), na  área de conhecimento, linguagem e  arte; mestre em Educação pela  Universidade Estadual de  Campinas (2006); graduado  em Letras (nas  modalidades  licenciatura  e bacharelado)  pela  Universidade  Estadual de Campinas (2002); atual professor universitário dos cursos de Letras, Pedagogia e pós-graduação em Gestão Escolar da  Faculdade Cenecista de Capivari (FACECAP)  e pesquisador da Unicamp na área de educação.

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Na hora de escrever um trabalho acadêmico, seja na faculdade ou na pós-graduação, não dá pra citar a Wikipedia como fonte. Um dos princípios da ciência é que ela é construída de forma interativa, ou seja, o trabalho dos que vieram antes serve de base para o seu trabalho, e assim por diante.

Por isso é importante usar fontes confiáveis, e no mundo acadêmico essas fontes são os periódicos científicos. Como o próprio nome já diz, são publicações periódicas nas quais as mais recentes descobertas e pesquisas são publicadas após passar por um filtro formado por outros pesquisadores da área, também chamados de “pares”.

Acesso Restrito versus Acesso Livre

Existem periódicos especializados em todas as áreas do conhecimento humano, da medicina à entomologia (estudo dos insetos), passando pela ciência da computação. Infelizmente, grande parte desses periódicos está nas mãos de grandes editoras acadêmicas, que cobram bem caro pelo acesso ao texto completo dos artigos. Você consegue visualizar, no máximo, o título, os autores e o resumo. E sabe o que é pior? Os autores originais não recebem nenhuma compensação monetária por isso.

Se você estuda em uma universidade federal ou estadual que possua convênio com a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), você está com sorte: dentro do seu campus você consegue acessar e fazer download das principais bases de artigos pagas do mundo.

Mas se você, por outro lado, não tem essa facilidade, nem tudo está perdido: há boas opções de bases que indexam e disponibilizam artigos de periódicos que seguem a filosofia do acesso livre, ou seja, o texto completo está ali para quem quiser consultá-lo e usá-lo como base da sua pesquisa.

A Iniciativa dos Arquivos Livres (OAI, na sigla em inglês) pretende ajudar na disseminação do conhecimento científico facilitando seu acesso. E faz todo o sentido, não é mesmo? Afinal, para pesquisas realizadas com patrocínio público, quem está pagando é você também.

Ah, uma dica importante: isso não quer dizer que você pode copiar o texto dos artigos e dizer que são seus, ok? Isso é considerado plágio e invalida todo o seu trabalho. Toda a sua pesquisa precisa ser creditada com os nomes do autores corretos, quando houver citações.

Bases que oferecem acesso a artigos completos

- Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)

Essa base é mantida pelo IBICT, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, e pretende ser uma base exaustiva de todas as teses e dissertações produzidas em programas de Mestrado e Doutorado de instituições públicas (e algumas particulares) brasileiras. É obrigação dos alunos que defendem sua tese ou dissertação de disponibilizar o conteúdo completo na base desde 2002. Possui atualmente mais de 150.000 obras disponíveis para consulta.

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) (Foto: Reprodução)Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) (Foto: Reprodução)

Área de Abrangência: Multidisciplinar
Idiomas principais: Português
Principais filtros: autor, título, instituição, assunto, grau e ano de defesa.
Site: http://bdtd.ibict.br/en/a-bdtd.html


- Scientific Electronic Library Online (Scielo)

A Scielo, ou Biblioteca Eletrônica Científica Online, é uma das principais bases de acesso livre da América Latina, sendo uma das maiores com conteúdo em Português. Indexa 816 periódicos com aproximadamente 314.000 artigos disponíveis. Seu foco são as Ciências da Saúde, porém possui também artigos de outros assuntos.

Scientific Electronic Library Online (Scielo) (Foto: Reprodução)Scientific Electronic Library Online (Scielo) (Foto: Reprodução)

Área de Abrangência: Multidisciplinar
Idiomas principais: Português, Espanhol, Inglês.
Principais filtros: título, autor, assunto, periódico, ano de publicação e idioma.
Site: http://www.scielo.org/php/index.php


- Livre

O Livre é um portal mantido pela CNEN, a Comissão Nacional de Energia Nuclear, que disponibiliza acesso a quase 5.000 periódicos de várias áreas do conhecimento. Uma diferença importante do Livre para outras bases é que ele se trata apenas de um repositório de links para os sites dos periódicos, ou seja, os artigos não estão hospedados lá. Por isso, há o perigo de encontrar links quebrados.

Livre (Foto: Reprodução)Livre (Foto: Reprodução)

Área de Abrangência: Multidisciplinar
Idiomas principais: Inglês, Português
Principais filtros: título do periódico, idioma, área do conhecimento.
Site: http://portalnuclear.cnen.gov.br/livre/Inicial.asp


- Directory of Open Access Journals (DOAJ)

É o maior repositório de periódicos que seguem a filosofia de acesso livre do mundo. Possui 6430 periódicos cadastrados de 111 países diferentes (Estados Unidos e Brasil lideram a lista), com uma média de 10 novas adições à base por semana. Todos os títulos listados nessa base seguem o modelo tradicional de publicação científica revisada por comitês de pesquisadores das áreas. Da mesma forma que o Livre, oferece apenas o link para a página do periódico, através da qual é possível acessar o texto completo.

Directory of Open Access Journals (DOAJ) (Foto: Reprodução)Directory of Open Access Journals (DOAJ) (Foto: Reprodução)

Área de Abrangência: Multidisciplinar
Idiomas principais: Inglês
Principais filtros: título do periódico, título do artigo.
Site: http://www.doaj.org/


- Bielefield Academic Search Engine (BASE)

A BASE também funciona como um repositório de links para documentos com texto completo. A diferença é que, além de pesquisar nos artigos, ela também oferece documentos em outros formatos, como vídeos e imagens, e divide seus itens em tipos: artigos, teses, capítulos de livros, relatórios, por exemplo. Por isso, conta com mais de 25 milhões de itens indexados, provenientes de 1730 fontes.

Bielefield Academic Search Engine (BASE) (Foto: Reprodução)Bielefield Academic Search Engine (BASE) (Foto: Reprodução)

Área de Abrangência: Multidisciplinar
Idiomas principais: Inglês
Principais filtros: autor, título, tipo de documento, fonte, ano de publicação.
Site: http://www.base-search.net/index.php?i=b


- E o Google Acadêmico?

O Google também tem uma busca específica para artigos científicos, o Google Scholar, ou Google Acadêmico, como também é conhecido por aqui. Possui muitos resultados, no entanto, traz resultados tanto de bases abertas quanto de bases fechadas, e não há filtro de busca para retornar apenas resultados com o texto completo. A ferramenta indexa, além de artigos, livros e citações, sendo um bom ponto de partida para uma busca mais aprofundada nas outras bases.

Pesquisando em bases científicas

As bases de dados científicas não são conhecidas por sua facilidade de uso. Por permitirem o uso de muitos filtros, as interfaces podem ficar um pouco complicadas. Além disso, a pesquisa por esse tipo de informação requer um cuidado maior na escolha de palavras-chave. Essas dicas podem ajudá-lo a realizar uma pesquisa mais eficiente:

1. Selecione bem suas palavras-chave. Descubra o nome correto do assunto pelo qual você procura. Isso pode ser feito usando um outro artigo que você já tem, com a ajuda de um professor ou utilizando o índice de assuntos da base. Além disso, também é importante saber como procurar pelo assunto escolhido em outras línguas.

2. Não tenha medo da busca avançada. Se a sua busca está retornando muitos resultados, é possível usar a busca avançada para refina-la. Dependendo da base, é possível combinar vários filtros, como ano de publicação, idioma e assunto, para receber resultados mais precisos.

3. Utilize operadores booleanos. São os conhecidos “AND”, “OR” e “NOT”. A maioria das bases de dados aceita a utilização de operadores para refinar a busca. Eles funcionam como conjuntos. Algumas buscas oferecem essa funcionalidade através de seletores.

Fonte: http://glo.bo/ms4Lke

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Usuário é redirecionamento para site falso do banco.
Ataque foi chamado de ‘Boy in the Browser’.

Criminosos brasileiros não precisam mais de um vírus capturando cada tecla ou clique para roubar as senhas dos correntistas. Os golpes mais atuais colocam o correntista infectado em um site inteiramente falso, capaz de roubar as credenciais de acesso, como senha e número da conta, sem complicações para o golpista.

O golpe faz uso de um servidor proxy malicioso. Um proxy é um computador que fica no meio de duas conexões, como uma ponte.

Empresas usam proxies para facilitar o gerenciamento das conexões. Com um computador de intermediário, é fácil saber quais sites foram acessados, por quem e quando, além de otimizar o acesso (se dois funcionários estão baixando o mesmo arquivo, ele precisa ser baixado da internet uma só vez e depois a distribuição ocorre pela rede interna).

O objetivo dos criminosos, porém, é ficar no meio da conexão para roubar todos os dados que o usuário enviar.

Como funciona
Um código malicioso simples precisa ser executado no computador da vítima. Esse código irá alterar as configurações do navegador de internet para usar o proxy definido pelo golpista. O proxy é configurado para entrar em ação somente nos sites dos bancos – sites comuns não passam pelo intermediário, garantindo o acesso normal à web.

Quando um site bancário é acessado, porém, o proxy toma conta. Em vez de direcionar o usuário ao site verdadeiro, ele envia uma página falsa ao navegador. Qualquer informação enviada ao site malicioso é repassada aos criminosos, que poderão realizar a fraude com os dados da vítima.

Como não existe a necessidade de um código malicioso permanecer em execução no computador o tempo todo, não existe queda de desempenho perceptível. Em muitos casos, o código é executado a partir de applets Java colocados em sites legítimos. O usuário, que não desconfia do problema, aceita e a configuração é trocada com um único clique.

Página verdadeira do banco Santander, após digitar uma conta inválida
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Página falsa do Santander, acessada pelo proxy, via domínio do Banespa
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‘Boy in the Browser’
ImageA companhia de segurança Imperva deu o nome de “Boy in the Browser” (“menino no navegador”) aos ataques. O nome é derivado da técnica conhecida como “homem no meio”, em que o hacker fica de intermediário entre as duas conexões. O “homem” virou “menino” porque o ataque, apesar de eficaz, é simples e direcionado para um objetivo específico.

Os golpes ainda podem ter diversas melhorias. Um ataque bastante sofisticado poderia ser multiplataforma – atacando Windows, Mac e Linux – e criando cópias perfeitas das páginas dos bancos. Até o momento, um ataque desse nível ainda não aconteceu.

Como o código malicioso no computador da vítima precisa apenas ajustar o proxy, ele é pequeno e fácil de criar. Os criminosos não precisam mais se preocupar em fazer extensos testes em seus programas maliciosos, nem com os antivírus que poderiam incomodar a atividade do ladrão de senhas.

A única solução, para os programas de segurança, é verificar e alterar o proxy do navegador. Os programas antivírus despreparados vão remover o vírus sem alterar a configuração, mantendo o internauta vulnerável.

A configuração de proxy no navegador se dá por meio do uso de um arquivo PAC (Proxy Automatic Configuration). Esse arquivo permite que o criminoso defina apenas alguns sites para usar o proxy e qual proxy será usado – inclusive proxies diferentes para cada site, se ele assim desejar. O Firefox e o Internet Explorer (bem como o Chrome, que “puxa” o proxy do IE) são alvo dos ataques.

Dicas
Como o golpe depende de uma alteração na configuração do navegador, ele precisa de um vírus que faça isso. Ou seja, se evitar os vírus, é possível evitar ser vítima desse golpe.

Criminosos disseminam os códigos maliciosos usando applets Java em sites legítimos. São poucos os sites que realmente precisam de Java hoje. É mais seguro navegar com ele desativado e ativar quando necessário. Para desativar o Java:
Image

Internet Explorer: Entre em Ferramentas > Opções da Internet. Na aba “Programas”, clique no botão Gerenciar complementos. Na lista, procure o Java. Clique nele e então no botão Desabilitar.

Firefox: O uso do plugin NoScript ajuda muito a proteger o internauta durante a navegação. Em Ferramentas, Complementos, Plugins, basta clicar em todos os itens sobre Java na lista e então em “Desativar”.

Chrome: É preciso acessar o endereço chrome://plugins. O Java estará na lista. Basta desativar. Nessa mesma tela é possível ativar o leitor embutido de PDFs do Chrome.

Também é importante manter o navegador web e o sistema atualizados, mantendo todos os recursos de atualização automática – principalmente o Windows Update – ativados.

Manter um antivírus funcionando e não abrir e-mails suspeitos também é importante. Confira exemplos de fraudes no Catálogo de Fraudes do Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança da Rede Nacional de Pesquisa (CAIS/RNP).

Embora a maioria dos ataques atuais não tenha o “cadeado de segurança” nas páginas falsas, eles podem ter no futuro. Portanto, o cadeado de segurança não é garantia de que sua conexão está na página verdadeira.

É importante lembrar que os criminosos também fazem uso de sites clonados dos bancos – chamados de phishing – que não dependem da instalação de nenhum vírus no PC. Nunca acesse links para bancos recebidos em mensagens de e-mail.

Fonte: Gazetaweb

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